Telefone sem fio: brincadeira para estimular a fala e audição.

  • 0

Telefone sem fio: brincadeira para estimular a fala e audição.

 

Telefone sem fio

Quem nunca brincou de Telefone sem fio?

Ou com fio? 

 

Costumo dizer que essa é uma brincadeira “de Fono”, pois em uma simples diversão podemos alcançar muitos objetivos para estimular a fala e audição.

Primeiramente, a alegria de montar seu próprio brinquedo. Hoje a maioria das crianças vive cheia de brinquedos caríssimos, com tantos acessórios (que se perdem em uma semana!) e muitos aparelhos tecnológicos. São legais e importantes? Claro! Mas nada substitui a “mão na massa” e o prazer de participar da construção.

A criança só sabe valorizar aquilo que faz parte da sua vida.

Óbvio né?  Então vamos pensar mais no óbvio!!!

Temos também o falar baixinho, esperar a sua vez de falar, controlar a ansiedade, o ouvir com atenção, se concentrar no amiguinho, decodificar o que ouviu, associar o que ouviu, raciocinar, emitir a resposta, articular bem para que o próximo entenda, tampar a boca para que ninguém tente trapacear, não se atrapalhar com o barulho dos amigos quando vai ouvir a mensagem no ouvido, inventar uma outra palavra quando você não imagina o que o outro falou e, se você for o último, falar em voz alta sabendo que todos vão rir e achar engraçado. Nisso podemos trabalhar aspectos emocionais, como segurança, confiança, autoestima, saber perder, aceitar errar, compartilhar liderança… e por aí vai.

Viu só que interessante?  São muitos resultados alcançados e estimulados em uma brincadeira aparentemente simples, sem recursos caros. Você só precisa de alguns minutinhos. Podemos fazer muito para estimular nossas crianças, com quase nada!

Espero que aproveite essa dica e articule bem as palavras com o seu filho nessas férias. Ensino-o a falar dando exemplos durante a brincadeira. Não é necessário dizer “não é assim, filho!” Apenas diga o correto: Ah… você quer o telefone agora! Ou agora é a sua vez. E não se esqueça de esperar o tempo de resposta dele. Não se afobe. Tenha paciência. Algumas crianças são observadoras e demoram mais para responder.

Esperar… é um ótimo desafio para adultos!

Um abraço enorme!!!!

Com carinho, Guaciara

 

#guaciarafornaciari

#doutoraescola

#fonoaudiologia


  • 0

Estimule Brincando.

Olá amigos!

Vamos falar das férias: momento em que as crianças estão em casa e querem se divertir 24 horas por dia! Pode ser que uma grande maioria tenha dificuldade para organizar a rotina e ter criatividade para tantas brincadeiras.

 

Quer uma dica legal?

BOLHA DE SABÃO.

Ah… Mas isso só pode ser bobeira!!! Claro que não. Vou te explicar.

 

Nessas férias estimule brincando

 

Quando a criança faz um bico para assoprar, ela está preparando a musculatura de bochechas, lábios e língua para a articulação correta dos fonemas, está exercitando os músculos para mastigação, deglutição e sucção e também está trabalhando a respiração. Ao assoprar, ela precisa controlar o fluxo de ar que sai da boca para que a bolha não estoure. Precisa que o ar saia corretamente, ou seja, que inspire profundamente e expire vagarosamente. Quando ela percebe que conseguiu a força correta de sopro e consegue fazer uma bolha grande, a criança fica muito feliz, com a autoestima lá no alto e cheia de motivação para mais uma vez. E outra vez. E só mais a última vez.

 

Agora cabe a você organizar a pontuação para saber:

  • Quem consegue fazer mais bolhas em um determinado tempo;
  • Quem faz o maior bico para assoprar;
  • Quem assopra a bolha mais alta;
  • Quem consegue fazer a maior bolha;
  • Ou então, quem simplesmente consegue brincar de fazer bolhas de sabão e se divertir.

 

Organize um delicioso lanche e aproveite o dia para trabalhar a musculatura de lábios e bochechas: use suco ou iogurte (daqueles de garrafinha) com canudo. E não se esqueça: nessa brincadeira você não pode usar os lábios apertados para sugar. Todos devem fazer bico! (igual ao da foto).

 

Assim, você estimula a musculatura orofacial sem que as crianças percebam. Trabalha a coordenação e controle respiratório. Auxilia na articulação dos sons “ch” de chuva e “g” de gelo ou jogo.

 

Desejo férias perfeitas!!!!

um abraço enorme!

Guaciara

#guaciarafornaciari #doutoraescola #fonoaudiologia


  • 0

Será que meu aluno tem dislexia?

SERÁ QUE MEU ALUNO TEM DISLEXIA?

dislexia

Se você é professor, quantas vezes já se fez essa pergunta?

Atualmente temos muitas informações, muitos rótulos, muitas cobranças, muita “pulação” das etapas de desenvolvimento da criança. Temos também muito desajuste entre as características da turma, aluno em questão e o método pedagógico proposto. Temos muitas famílias ausentes.
Porém… Sabemos que há muitos professores motivados que fazem a diferença na vida escolar das crianças. Assim como há muitos pais presentes.

O QUE FAZER ENTÃO QUANDO O SEU ALUNO TEM GRANDES PROBLEMAS NA ESCRITA E MUITA DIFICULDADE NA LEITURA?

A fase da alfabetização é, sem dúvida, um momento de grandes transformações. É um processo de abstração e simbolismo que invade o raciocínio da criança, pois ela precisa ouvir um som, decodificar, buscar em sua memória o que ele significa, transcrever em símbolo (no primeiro momento, a criança entende a letra como um desenho ou símbolo) e analisar se o que escreveu está correto. Percebe como é complexo?

Todos nós sabemos que as trocas de letras e escrita espelhada, assim como os erros ortográficos, fazem parte do processo de apropriação da escrita. Também não podemos deixar de lembrar que as primeiras leitura da criança são silabadas, cheias de pausas e tentativas de acerto e erro. Esse é o processo normal de apropriação da leitura e escrita.

No entanto, na dislexia há algo incomum, algo que impede o aparecimento “normal” ou “esperado” da escrita. E você me pergunta: como assim?

1. A criança demora a aprender e entender a direção da escrita (esquerda para a direita) e frequentemente apresenta, tem dificuldade de escrever na linha, aperta demasiadamente o lápis no papel;
2. Enquanto a maioria das crianças já se apropriou da escrita e está na fase silábica-alfabética, a criança com dislexia pode estar atrasada em questão das fases, encontrando-se na fase pré-silábica ou silábica sem valor sonoro;
3. Letras espelhadas, trocas de letras, troca de letras por números, falta de noção espacial são características comuns;
4. Trocas de sílabas, substituição e omissão de letras, leitura falha das sílabas e confusão de F/V, P/B, q/p, d/b são características, podendo ser na fala e na escrita;
5. Leitura com necessidade de acompanhamento com o dedo e, mesmo assim, acaba pulando linhas e não há compreensão;
6. Escrita espontânea comprometida e, muitas vezes, desmotivação para fazê-la.
7. Baixa auto-estima e pode até sofrer bullying por conta de todos os seus colegas já saberem ler;
8. Medo de ser chamado a fazer leitura em voz alta;
9. Apresenta vocabulário pobre; e
10. Dificuldade para estruturar ideias.

É preciso que fique claro que não há como diagnosticar a dislexia apenas com essas informações pontuais sobre a leitura, escrita e fala da criança. É preciso uma avaliação cuidadosa de especialista para que não haja rótulos e confusão de diagnósticos.

Ah… o mais importante! Na dislexia o QI está normal ou até mesmo acima do normal. Ou seja, não existe comprometimento da inteligência. A dificuldade do disléxico está em interpretar símbolos gráficos e letras ao som que elas representam, especialmente na aprendizagem e uso da leitura e da escrita.

Na dúvida, procure ajuda. Encaminhe. Faça o seu melhor e vamos juntos ajudar nossas crianças!

Um grande abraço.
Guaciara
‪#‎guaciarafornaciari‬ ‪#‎doutoraescola‬ ‪#‎fonoaudiologia‬


  • 0

A certeza de fazer bem feito todos os dias.

Perguntam-me muito a respeito da DISLEXIA, sobre o que é, como acontece, como lidar com o aluno, como é o tratamento.

Sim, é um assunto complexo, porém não é um “bicho de sete cabeças”. Calma!

Quando a criança está com o diagnóstico correto e amparada por bons profissionais, não há com o que se preocupar.

Ao contrário, vejo professores desesperados. Pergunto-me se é porque os terapeutas não conseguem ir à escola?  Ou então se a orientação é ótima para o trabalho individual, porém no processo coletivo (de sala de aula) não funciona? Ainda, se é porque o professor não consegue transformar aquela teoria do livro em prática?

Na minha cabeça passam muitas perguntas, enfileiradas!

Por trabalhar em escolas vi diversas vezes o profissional/terapeuta sair da secretaria da escola com a ideia de “missão cumprida” e o professor me olhar perguntando:

– “E agora? A teoria é muito linda… e o que eu faço na prática da minha sala de aula”?

Ou

– “Meu Deus! Por que os terapeutas falam com palavras técnicas tão difíceis? Confundiu mais ainda a minha cabeça!”.

 

Conclusão: não há, de fato, uma orientação específica para o professor.

 

Conhecer a realidade escolar e fazer uma avaliação de campo são aspectos que devem fazer parte do diagnóstico da criança. Ou então, ficamos apenas com um fragmento de criança no consultório (e na sala de aula).

Não é assim que os grandes pensadores e contribuintes da Educação nos ensinam! Se trabalhamos com a concepção mediadora do processo de aprendizagem, acreditando no sócio-interacionismo e na educação sistêmica, devemos ter uma criança completa.

Em palavras simples? Claro!

  1. Entender a criança como um ser total de verdade.
  2. Na sala de aula, ela representa 50% seu pai e 50% sua mãe. O que acontece em casa com sua família tem influência no rendimento escolar.
  3. É dever da família acompanhar o desenvolvimento escolar e as tarefas de casa. Dever é obrigação. Porém quando essa família não o faz (não cabe aqui o julgamento dos motivos), a criança sente-se diferente, excluída e, muitas vezes, sofre emocionalmente por sentir que “não há preocupação” em relação às suas tarefas. Com o passar do tempo ela se acostuma e passa a não se preocupar também. Até balança os ombros. Mas no início ela sente vergonha, quer esconder e sente muito por não ser o aluno perfeito.
  4. A criança age diferentemente de acordo com o ambiente onde está inserida naquele momento – com sua família age de uma forma, na escola é completamente diferente, no consultório é ainda diferente.

 

Sendo assim, o tempo de atenção da criança é curto e o rendimento variável.

 

Você provavelmente já sabe como planejar suas aulas ou como abordar a sua criança. Talvez ainda não tenha percebido que ouvir a voz do seu coração e deixar o “olhar da cobrança e da pressão por resultados” seja mais eficaz para todos os envolvidos no processo de aprendizagem.

Não significa excluir da sua vida conteúdos e prazos, afinal eles são nossa bússola, não é mesmo?

É o equilíbrio e a certeza de fazer bem feito todos os dias.

Um grande abraço…

Com gratidão.

Guaciara

 

#guaciarafornaciari #doutoraescola #fonoaudiologia

 

A certeza de fazer bem feito todos os dias