A certeza de fazer bem feito todos os dias.

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A certeza de fazer bem feito todos os dias.

Perguntam-me muito a respeito da DISLEXIA, sobre o que é, como acontece, como lidar com o aluno, como é o tratamento.

Sim, é um assunto complexo, porém não é um “bicho de sete cabeças”. Calma!

Quando a criança está com o diagnóstico correto e amparada por bons profissionais, não há com o que se preocupar.

Ao contrário, vejo professores desesperados. Pergunto-me se é porque os terapeutas não conseguem ir à escola?  Ou então se a orientação é ótima para o trabalho individual, porém no processo coletivo (de sala de aula) não funciona? Ainda, se é porque o professor não consegue transformar aquela teoria do livro em prática?

Na minha cabeça passam muitas perguntas, enfileiradas!

Por trabalhar em escolas vi diversas vezes o profissional/terapeuta sair da secretaria da escola com a ideia de “missão cumprida” e o professor me olhar perguntando:

– “E agora? A teoria é muito linda… e o que eu faço na prática da minha sala de aula”?

Ou

– “Meu Deus! Por que os terapeutas falam com palavras técnicas tão difíceis? Confundiu mais ainda a minha cabeça!”.

 

Conclusão: não há, de fato, uma orientação específica para o professor.

 

Conhecer a realidade escolar e fazer uma avaliação de campo são aspectos que devem fazer parte do diagnóstico da criança. Ou então, ficamos apenas com um fragmento de criança no consultório (e na sala de aula).

Não é assim que os grandes pensadores e contribuintes da Educação nos ensinam! Se trabalhamos com a concepção mediadora do processo de aprendizagem, acreditando no sócio-interacionismo e na educação sistêmica, devemos ter uma criança completa.

Em palavras simples? Claro!

  1. Entender a criança como um ser total de verdade.
  2. Na sala de aula, ela representa 50% seu pai e 50% sua mãe. O que acontece em casa com sua família tem influência no rendimento escolar.
  3. É dever da família acompanhar o desenvolvimento escolar e as tarefas de casa. Dever é obrigação. Porém quando essa família não o faz (não cabe aqui o julgamento dos motivos), a criança sente-se diferente, excluída e, muitas vezes, sofre emocionalmente por sentir que “não há preocupação” em relação às suas tarefas. Com o passar do tempo ela se acostuma e passa a não se preocupar também. Até balança os ombros. Mas no início ela sente vergonha, quer esconder e sente muito por não ser o aluno perfeito.
  4. A criança age diferentemente de acordo com o ambiente onde está inserida naquele momento – com sua família age de uma forma, na escola é completamente diferente, no consultório é ainda diferente.

 

Sendo assim, o tempo de atenção da criança é curto e o rendimento variável.

 

Você provavelmente já sabe como planejar suas aulas ou como abordar a sua criança. Talvez ainda não tenha percebido que ouvir a voz do seu coração e deixar o “olhar da cobrança e da pressão por resultados” seja mais eficaz para todos os envolvidos no processo de aprendizagem.

Não significa excluir da sua vida conteúdos e prazos, afinal eles são nossa bússola, não é mesmo?

É o equilíbrio e a certeza de fazer bem feito todos os dias.

Um grande abraço…

Com gratidão.

Guaciara

 

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A certeza de fazer bem feito todos os dias